VÊNUS
para o corpo em queda
tudo é por onde recurso e espelho
as coisas vibram instáveis
por todos os lados
completas como luvas
aderência e narciso
as temperaturas
nas extremidades nuas
são provas
do desconhecido
todas as vias
invadidas
por ventos
e águas infinitas
num corpo certo
eu estava incerto
no caminho errado
caminhos
são vertigens
invertidas
submerso
até às águas dos olhos
pelos olhos
engolir estrelas
vias rasas, mergulho profundo
todas as vias
invadidas
por ventos
e águas infinitas
num giro
mapear
distâncias
entre voos
e abismos
tudo me escapa
pelas escadas de incêndio
tudo é ninho, ímpar, mínimo
espaços vagos
extremidades táteis
o infinito respira em meu tórax
tudo é desenho dança e nado
planeta em órbita
incerta
para cima
mais fundo
no meio
águas infinitas
quedas
desorientam bússolas
eu e mundo
( t a l v e z )
ser e mundo
invasão mútua vias rasas
mergulho profundo
linha de horizonte
espelho de corte
e voltar a ser
amanhã ontem e homem
as temperaturas
nas extremidades nuas
são provas
do desconhecido
decoro palavras curtas
eu fonte e fim
as coisas vibram instáveis
por todos os lados
completas como luvas
aderência e narciso
nudez disponível
crueza e destino
ILUMINADA
n a d a o r d e n a o e s p í r i t o l i v r e
nudez disponível
crueza e destino